Borboletas x Nanotecnologia

Você já parou para pensar como somos beneficiados pelos insetos, seja de modo direto ou indireto? Ou em como utilizamos seus serviços ecossistêmicos¹ prestados e como são objetos de estudos para diversas pesquisas científicas?

Apesar de não estar explicito, as borboletas têm mais influência no nosso cotidiano do que imaginamos. E de qual maneira seria?

Um bom exemplo é que a partir de estudos acerca de suas asas, as borboletas tem servido de inspiração para o desenvolvimento de diversos produtos por meio do entendimento e aplicabilidade de sua cor estrutural na nanotecnologia.


Cor química x cor estrutural


Primeiro precisamos entender a diferença entre a cor estrutural e a cor química. De maneira simples, a cor química tem como base a absorção e reflexão de luz, ou seja, consiste em pigmentos (substâncias químicas) que absorvem a luz visível e refletem apenas um determinado comprimento de onda, especificando a cor. Já a cor estrutural não possui nenhuma relação com pigmentos, ela é baseada no redirecionamento da luz através de estruturas físicas. Ou seja, há múltiplas reflexões e interferências da luz até a reflexão no comprimento de onda que compõem a cor chegar aos nossos olhos.


Com isso, ao observar as asas das borboletas, pesquisadores identificaram a complexidade e importância de suas colorações e das escamas (pequenas cerdas que revestem o corpo de borboletas e mariposas) que as compõe, onde a ordenação destas estruturas são o que permite a reflexão de diferentes combinações de cores.


As diferentes combinações de cores além de servirem como mecanismos de mimetismo ou camuflagem para proteção, atuam também como meio de comunicação entre os indivíduos de uma mesma espécie. Onde a coloração é alterada sutilmente de acordo com a mensagem a ser transmitida, sinalizando por exemplo: presença de predadores, disponibilidade de alimento no local, possíveis parceiros para acasalamento ou o reconhecimento de outras espécies.