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Projeto Pró-Tapir

Pró-Tapir: Monitoramento e Proteção das Antas da Mata Atlântica Capixaba

A anta é uma espécie ameaçada de extinção no Espírito Santo, especialmente devido à diminuição das áreas de Mata Atlântica. Trata-se de uma importante espécie que atua espalhando sementes na floresta além de servir de alimento para outras espécies ameaçadas como a onça-pintada e a onça-parda. A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil.

O IMD em parceria com a FIBRIA Celulose realizará a partir de janeiro de 2011 o projeto Pró-Tapir: monitoramento ecológico de antas.

O projeto Pró-Tapir irá monitorar as antas inicialmente em duas unidades de conservação no norte do estado, Reserva Biológica do Córrego do Veado e na RPPN Recanto das Antas. Além dos hábitos, área de vida e alimentação, também serão estudadas as doenças infecciosas que podem afetar a anta ou que ela possa adquirir ou transmitir a outros animais inclusive domésticos. Isso é um diferencial deste projeto que é baseado na Medicina da Conservação, ou seja, aborda a saúde ambiental como um todo.

A equipe é liderada pela bióloga Andressa Gatti, membro do Grupo de Especialistas em Tapir da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e pesquisadores do IMD, UVV e UFES.

O projeto tem duração inicial de 3 anos, mas a intenção do IMD é torná-lo permanente, e expandi-lo para outras áreas. Afinal, precisamos tornar a convivência destes animais com o homem equilibrada, e isso envolve a mudança de cultura das pessoas, o que leva tempo.

Os objetivos do projeto são:

Avaliar os efeitos da redução da cobertura florestal, o estado de conservação da flora, e o grau de isolamento do habitat nas populações de Tapirus terrestris no norte do estado do Espírito Santo.

 

Após mapear as áreas das reservas, as antas serão capturadas e receberão um rádio-colar para serem localizados. Além disso serão colhidas amostras para realização de exames. A equipe de campo irá periodicamente durante três anos monitorar os animais e coletar dados sobre localização e alimentação. Paralelamente serão feitos trabalhos de educação ambiental com as comunidades do entorno da área e estudos de saúde com animais domésticos (cães, cavalos e bois).

Como resultados, espera-se responder as questões sobre os padrões de uso de habitat, área de vida e movimento dos indivíduos de antas em diferentes paisagens e as implicações disso para a persistência a longo prazo da espécie em paisagens dominados por monoculturas. Os produtos esperados estão desde o desenvolvimento de um conjunto específico de recomendações para a conservação da espécie no Espírito Santo e, consequentemente, no bioma Mata Atlântica até a formação de recursos humanos na área de Ecologia/Biologia da Conservação para espécies de mamíferos de grande porte.

 

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: imd@imd.org.br.

 


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