Bromeligenous na Mídia: Momento Natureza #3

Sapos, rãs e pererecas cantam para se reproduzir


Quase sempre no verão, quando chove ou vai se formando um temporal, escutamos uma sinfonia de cantos nos brejos, riachos ou poças d’água. São os sapos, rãs e pererecas aproveitando o seu momento preferido para namorar! Como são animais de pele fina que põe ovos sem casca, os anfíbios saem de suas tocas nas noites chuvosas em busca de parceiros e procuram ambientes úmidos para depositar seus ovos e garantir a sobrevivência dos seus filhotes, os girinos.


São sempre os machos que saem cantarolando por aí. Fazem isso para chamar a atenção das fêmeas ou para defender seu território contra outros machos oportunistas. Gente interesseira tem em todo lugar, não é mesmo? Isso porque gostam de cantar empoleirados em lugares que o som se propaga mais, como num palco. Tem espécies que soam como flautinhas, outras como cachorros, tem também os desafinados, enquanto outros parecem estar martelando por aí. Cada espécie canta de um jeito, e isso garante que a fêmea encontre exatamente seu par perfeito.

Macho de Dendropsophus seniculus com saco vocal (papo) cheio de ar - Fotografia de João Lacerda


Assim como o timbre das nossas cordas vocais, o canto dos sapos, rãs e pererecas depende de uma série de estruturas na sua garganta e do caminho que o ar percorre desde o papo até o pulmão. Os cantores inflam o papo e a passagem de ar do pulmão pra boca faz sair sua voz. Mas não é mole não, cantar bem e dar show é tarefa pra poucos. Assim como numa maratona, os machos podem ficar muito cansados de cantar a noite toda, as vezes deixam até de comer. Além disso, cantar pode atrair predadores como macacos, morcegos e pássaros, interessados em uma bela e suculenta refeição!


Então se você ouvir um brejo animado e cheio de sapos lembre-se de não perturba-los. Pode ser que você atrapalhe o namoro e prejudique a sobrevivência daquelas espécies.


Conte pra gente se está escutando cantorias no seu quintal através da página @cantoriadequintal no instagram!


Você sabia?


Que a reprodução da maioria dos sapos, rãs e pererecas envolve um abraço?

Boana semilineata (perereca dormideira) em abraço (amplexo) - Fotografia de Thais Condez


Quando uma fêmea encontra o macho cantor e está pronta para reproduzir, o macho a abraça e o casal segue até o lugar escolhido para a postura dos ovos. O abraço apaixonado dos anfíbios é chamado pelos cientistas de amplexo e pode acontecer de várias formas: se abraçam pela cintura ou por baixo dos braços, pode durar minutos ou uma fração de segundo, de acordo com o lugar onde vivem e os hábitos das espécies. O abraço acontece para garantir que os ovos sejam fertilizados, assegurando a reprodução da espécie.


Confira a matéria no jornal: Momento Natureza


Texto original: Thais Condez

Adaptação do texto para o jornal: Juliana Alves

Agradecimentos: INMA e STNews


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